Casa de família em Braga há mais de trinta anos. Aqui ninguém decide o ponto da sua carne por si: a pedra vem a ferver para a mesa e quem grelha é quem come.
O naco chega cru, com tártaro, piri-piri e sal grosso ao lado. A pedra sai a escaldar e, assim que a carne toca, fecha por fora e guarda tudo lá dentro.
Mal, médio ou bem passado não é uma pergunta do empregado. É uma decisão sua, e muda de garfada para garfada.
A pedra continua quente durante a refeição. Sete em cada dez pessoas que entram nesta casa pedem exactamente isto.
A especialidade da casa é o naco na pedra, e é por isso que a maioria das pessoas entra. Mas a carta tem mais: tamboril e marisco saem todos os dias da mesma cozinha, para quem vem à mesa e não quer grelhar nada.
A sala é de bairro, não de passagem. Serve-se ao almoço e ao jantar, e ninguém aqui tem pressa que a mesa vire.



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